Hospital Vera Cruz - Febre Maculosa

Febre Maculosa

28 Jun - Saúde

O que é
A Febre Macula Brasileira (FMB) é uma doença infecciosa febril aguda causada por diferentes espécies do gênero Rickettsia sp., sendo a Rickettsia rickettsii a mais envolvida nestes casos. Trata-se de uma bactéria espiroqueta gram negativa.
 
Tipos
Existem diferentes tipos de Rickettsia sp. que podem causar quadros de maior ou menor gravidade. A Rickettsia rickettsii, por exemplo, pode causar doença com elevada mortalidade (20-40% dos casos). Além disso, existem algumas espécies que apesar de atualmente conhecidas, não tem ainda estabelecido seu potencial de causar doença em humanos.
 
Dentre as doenças humanas causadas por estas bactérias estão: FMB, Febre africana por picada de carrapato, Febre de Queensland, Febre botonosa e Febre maculosa japonesa.
 
Transmissão
A transmissão da doença é feita por vetores artrópodes.  A FMB está relacionada aos vetores: carrapato estrela (Amblyomma sculptum) com presença em capivaras, cavalos e antas nas regiões quentes, e também ao carrapato amarelo do cão (Amblyomma aureolatum), onde o cão doméstico e a ocupação humana em áreas de Mata Atlântica degradada tem papel fundamental na transmissão.
 
Sintomas
Os casos podem ter poucos sintomas e até mesmo manifestações graves que podem levar a morte. Geralmente é uma doença de início abrupto, febril e com sintomas iniciais inespecíficos. Os mais comuns são: febre elevada, cefaleia, mialgia, mal-estar, náuseas e vômitos, podendo haver história de picada de carrapato e/ou contato com áreas com transmissão conhecida da doença.
 
Uma erupção cutânea do tipo exantema máculo-papular pode ocorrer, principalmente em região palmar e plantar. Manifestações pulmonares, renais, gastrintestinais e hemorrágicas podem ocorrer, já que a bactéria pode ocasionar uma vasculite sistêmica muito importante.
 
Diagnóstico
O advento de novas tecnologias, como técnicas moleculares, melhorou o diagnóstico das riquetsioses e a identificação de novas espécies. No entanto, a sorologia ainda é muito utilizada na prática clínica.
 
Os antecedentes epidemiológicos relacionados à exposição aos carrapatos e o contato com áreas de transmissão da doença também são importantes, já que os exames definitivos não tem resultado imediato.
 
Tratamento
O tratamento é realizado com antibióticos. Sendo a doxiciclina a droga de primeira escolha.
O rápido diagnóstico e a instituição de terapia adequada são fundamentais para um bom prognóstico da doença.
 
Prevenção
A principal forma de prevenção é evitar o contato com os carrapatos e com áreas onde exista transmissão estabelecida (casos) da doença.

Fonte: Ministério da Saúde

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