Hospital Vera Cruz - Energético e álcool: uma mistura doce, porém, perigosa

Energético e álcool: uma mistura doce, porém, perigosa

01 Mar - Saúde

A maior festa popular do país está chegando e, além de muita alegria, descontração e música, infelizmente, alguns abusos por parte dos foliões marcam o Carnaval. E podem resultar em doenças sérias, como alguns tipo de arritmias cardíacas. Especialistas membros da Sociedade Brasileira de Arritmias Cardíacas (SOBRAC) alertam para os exageros cometidos nesse período, que podem estragar a festa.

 

Entre os principais fatores de risco está a associação entre álcool e bebidas energéticas. “Esta mistura, ou seu consumo excessivo, pode funcionar como catalizador para a geração de algumas arritmias cardíacas, como as extra-sístoles – arritmia supraventricular e ventriculares -, e a fibrilação atrial”

O álcool é a droga mais usada no Brasil, sendo consumido em algum grau por cerca de 60 a 70% dos brasileiros. Entre os jovens, 80% referem consumir bebidas alcoólicas de forma frequente. 

 

Uma pesquisa feita pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e, pela Universidade de Waterloo, no Canadá, disseram que a maioria dos jovens que recorre à essa bebida é para dar mais energia e disposição, deixar a pessoa mais “ativa“, tirando o sono e a canseira. 

 

O Álcool pode trazer grandes malefícios a vários órgãos do nosso corpo, principalmente ao fígado, pâncreas, coração e cérebro.

É muito comum a associação de bebida energética com bebida alcoólica, principalmente com whisky ou vodka, dando a sensação de prazer, e camuflando os sintomas de embriaguez; vale a pena lembrar que, no no rótulo das embalagens dos energéticos de qualquer fabricante é expressa a mensagem que não é recomendado o consumo com bebida alcoólica, pois a combinação de cafeína e álcool é altamente perigosa.

A combinação, à primeira vista, pode parecer boa, já que o energético, além de mascarar o sabor das outras bebidas, dá mais energia para curtir a festa. Mas não é bem isso o que acontece. 

A cafeína e a taurina, estimulantes presentes nos energéticos, disfarçam os efeitos do álcool, ou seja, ocultam a sensação depressiva do álcool. Esse efeito aumenta o risco de intoxicação e inclusive de morte por excesso de álcool, já que a pessoa não tem noção do quanto já bebeu", alerta coordenadores de Núcleo de Álcool e Drogas. Além do que, a cafeína acelera a absorção do álcool pelo organismo afetando o sistema nervoso central e também, o sistema cardiovascular podendo ocasionar mal estar, aumentando os riscos de intoxicação e crise de taquicardia, colocando a pessoa em risco.

A maioria dos jovens entrevistados relataram sintomas desagradáveis, como batimentos cardíacos acelerados e descompensados, irritabilidade, dificuldade para dormir, dores de cabeça, aumento de ansiedade e dores estomacais.

 

Em uma pesquisa da Universidade no Canadá, aponta que essa combinação aumenta a possibilidade de acidentes e brigas, uma vez que bebidas energéticas faz com que as pessoas se sintam mais despertos e propensos a beber mais. 

 

Ressaca e bebedeira 

 

O que chamamos popularmente de bebedeira é a intoxicação aguda pelo álcool. Os sintomas da intoxicação variam de acordo com a concentração de álcool no sangue. Inicialmente sentimos tontura, incoordenação motora, desinibição e alterações no discurso. Concentrações muito alta de álcool podem levar a redução do nível de consciência e coma. 

 

A ressaca é o nome que se dá ao grupo de sinais e sintomas que surgem após a intoxicação alcoólica.

Cardiologistas recomendam que se a pessoa resolver beber, é importante que se mantenha hidratada, porque a hidratação oral ajuda a minimizar a questão. Um dos problemas da combinação álcool e energético, é a rápida desidratação, o que agrava ainda mais os riscos, e isso dá mais arritmia, mais hipertensão arterial. 

 

É preciso também que os foliões não esqueçam de se alimentar no período do carnaval. Nunca devem beber em jejum.

 

Aproveite e curta as festas carnavalescas com respeito aos demais foliões, moderação no consumo alcoolico e proteção para relações sexuais.

 

Fonte:

Dr. Gustavo Micena
Cardiologista - Membro equipe Dr Fernando Carvalho|HVC

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