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COMO DETECTAR OS SINAIS DE UMA PESSOA DEPRESSIVA

18/09/2017

A Organização Mundial de Saúde considera a depressão uma epidemia e a chama de o “mal do século XXI”. Enquanto a doença silenciosa e com grande capacidade destrutiva atinge cada vez mais pessoas, ela ainda é vista por muitos como sinônimo de “frescura”.

A forma superficial de ver a doença impede que seja detectada a tempo e possa iniciar com um tratamento adequado. O transtorno tem cura, com o auxílio de psicólogo e psiquiatra, e o paciente tem todas as condições de voltar à vida social com saúde e atividade, mas para isso é preciso saber mais sobre essa doença.

O mal do século

O título de “mal do século” não é gratuito. Enquanto as previsões mais pessimistas da Organização Mundial de Saúde indicavam que até 2030 cerca de 10% da população teria adquirido a doença, em 2010 essa porcentagem já tinha sido atingida e com perspectiva crescente de avanço.

E os números pioram quando são avaliados os avanços da doença no Brasil. Considerada a nação em desenvolvimento com os maiores índices de depressivos, o país teve um aumento de 700% em 15 anos de mortes associadas a ela.

Mas os números crescentes não indicam, necessariamente, que hoje há mais gente apresentando os sintomas que antes. A falta de informação e de estudos científicos mais aprofundados sobre o transtorno do passado impediu que houvesse uma avaliação mais precisa sobre sua evolução. Provavelmente ela atingia muita gente, mas não eram diagnosticadas corretamente.

Porém, é notória que a rotina urbana iniciada no século XX, tenha contribuído para uma evolução rápida da doença. O estresse é considerado um dos principais desencadeadores da depressão em adultos, quase sempre atrelado a outros fatores como o nervosismo e a tensão.

O transito das vias públicas, filas, altos índices de violência, preocupações com contas, o individualismo e o excesso de informações sem discriminação que atingem diariamente a mente humana são causas de depressão típicas de grandes centros urbanos.

Mas mesmo que a maior parte dos pacientes de depressão viva em metrópoles, a predisposição genética e o uso abusivo de tabaco, álcool e drogas podem atingir pessoas em qualquer lugar do mundo, até mesmo em locais mais tranquilos e aprazíveis.

Identificando a depressão

No início do século XX os pacientes da depressão a chamavam de “cachorro negro” e personalidades mundiais como Vicent Van Gogh, Albert Einstein, Winston Churchill e Darwin foram identificados como depressivos, dentre outros famosos. Mas a doença não escolhe classe social, profissão e nem sexo, embora alguns fatores possam aumentar sua probabilidade.  

O principal problema é identificar quando uma pessoa próxima está em depressão. Essa dificuldade pode ser determinante para a cura ou um final trágico para quem está sofrendo com ela. O mais comum é associar a depressão com sentimentos de tristeza e desânimo, que podem ser sintomas da doença, mas não são padrões para o diagnóstico.

A tristeza é desencadeada por uma situação negativa, mas em depressões clínicas ela surge sem um motivo plausível para sua existência, além de estar acompanhada de outros fatores. A OMS estipula como critérios a identificação de cinco sintomas para determinar a doença, alguns deles obrigatoriamente como humor deprimido (que leva a pensamentos negativos e desânimos) e perda de interesse do indivíduo em realizar o que antes era prazeroso.

O excesso de sono, perda de apetite, perda brusca de peso, cansaço constante e sem motivo, dificuldade de se concentrar, perda de memória, pessimismo, eventuais felicidades forçadas onde a pessoa faz de tudo para parecer estar bem, culpa extrema e excesso gradual do uso de substâncias químicas, são sintomas de pessoas depressivas e que devem ser observados para detectar se alguém próximo está precisando de ajuda.

Quando a pessoa em questão começa a falar muito sobre assuntos relacionados à morte, comenta sobre suicídios e organiza suas responsabilidades sociais como quitar contas, fazer testamentos e realizar doações, é um sinal grave de que a doença se agravou e é emergencial um tratamento.

Quando há suspeitas de depressão, procure a pessoa para uma conversa amistosa e franca, em que ela saiba que há receptividade para compreender seus sentimentos e sensações. Mesmo que inicialmente ela negue ou disfarce os sinais, ela deve ser incentivada a procurar ajuda. Mas, principalmente, ela deve se sentir segura de que o seu suporte é contínuo e que permanecerá durante o tratamento.

Se houver resistência em conversar, não insista, procure abrir espaço para um possível diálogo futuro quando ela se sentir à vontade.

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