Hospital Vera Cruz - Colesterol alto: saiba as características de uma doença crônica e silenciosa

Colesterol alto: saiba as características de uma doença crônica e silenciosa

08 Aug - Saúde

Você certamente conhece ou já ouviu falar de pessoas que possuem altas taxas de colesterol no sangue e que, por consequência, precisam realizar o uso de remédios regularmente.

 

Existem várias formas de colesterol, baseadas na densidade da molécula: o colesterol bom, que é o HDL e de alta densidade e o colesterol prejudicial que é o LDL e de baixa densidade. O colesterol alto ou dislipidemia é uma patologia assintomática e crônica, por isto, muitas vezes deixa de ser diagnosticada ou mesmo conhecida não recebe a devida atenção por parte dos portadores da doença. De acordo com a Pesquisa Nacional da Saúde (PNS), atualmente no Brasil há cerca de 18,4 milhões de brasileiros com o colesterol considerado alto, o que significa 12,5% da população. Segundo o Dr. Fernando Carvalho Neuenschwander, cardiologista e coordenador geral do serviço de cardiologia do HVC, este é o cenário mais difícil na medicina: doenças crônicas e assintomáticas. Segundo ele, é muito comum o paciente abandonar o tratamento. "A adesão ao tratamento a longo prazo é o desafio. A importância de campanhas de prevenção e orientação da população sobre a importância dos níveis colesterol e sua associação com a doença cardiovascular, demonstrando o risco que traz aos vasos sanguíneos e ao coração. Importante lembrar que estamos falando de uma doença crônica e assintomática aonde sua primeira consequência pode ser fatal", afirma o cardiologista.

 

As pessoas que têm o colesterol elevado começam a sofrer as alterações estruturais dos vasos e suas consequências desde a infância. A atuação de medicamentos sobre um colesterol elevado varia conforme a idade do paciente e o seu perfil de risco. No entanto, é muito difícil que haja a necessidade de medicamentos durante a fase infantil – apenas em casos graves. Por outro lado, níveis de colesterol pouco elevado em um paciente com idade avançada e que tenha outros fatores de risco para doenças cardiovasculares podem tornar necessário intervenção imediata, tanto com mudança de estilo de vida, quanto com intervenção farmacológica.

 

As principais complicações da elevação do colesterol são as patologias ateroscleróticas, ou seja, doenças que se relacionam com o acúmulo de gordura na parede dos vasos sanguíneos. As mais comuns são a angina, o infarto, as doenças nos vasos cerebrais – tanto os que levam sangue ao cérebro, tanto os internos ao cérebro – e as doenças arteriais periféricas, em que a principal manifestação é na circulação de sangue na perna, com obstruções de vasos sanguíneos. Esta última provoca isquemia, dor, e em casos mais graves, amputação do membro.

 

É importante destacar que existem vários tipos de dislipidemia. Há a variação que está relacionada a vários genes e manifesta-se com elevações de colesterol de menor relevância. Existe também uma forma mais extrema, a hipercolesterolemia familiar homozigótica, onde ocorrem elevações absurdas do colesterol associadas às suas consequências doenças como infarto e AVC, por exemplo, em idade precoce. Segundo o Dr. Carvalho, apesar de dietas serem bem-vindas, elas podem não ser o suficiente para evitar o desenvolvimento da doença.

 

"Ao contrário do que todos pensam, a alimentação não é o principal fator para a elevação do colesterol, mas sim, a predisposição genética. A alimentação pode apenas contribuir. Existe a crença de que, se uma pessoa tem boa alimentação, terá uma boa taxa do colesterol. Isto não é verdade. Nosso organismo é capaz de produzir colesterol, portanto, existem pessoas que, mesmo se alimentando bem, apresentarão níveis elevados de colesterol devida a ineficiência nos processos de remoção das partículas de gordura da circulação pelo fígado", esclarece o médico.

 

Colesterol baixo

Assim como o excesso, a escassez de colesterol também faz mal para o organismo? De acordo com Dr. Fernando Carvalho Neuenschwander, existem populações que nascem com mutação em algum ponto da cascata do mecanismo do colesterol no organismo que se associam a apresentar um nível de colesterol muito baixo.

 

"Durante muito tempo se pensava que, pelo fato de o colesterol ser um componente natural das membranas celulares e dos hormônios que nós possuímos, o nível muito baixo dele no organismo também seria prejudicial. Mas o que se aprendeu com estudos é que nada, até o momento, sinaliza que o baixo nível do colesterol no sangue resulta em problemas para a população", explica o especialista.

 

Cura do colesterol alto

É muito difícil falar em cura do colesterol elevado. Segundo o coordenador especialista do HVC, existem situações em que o paciente tem o colesterol elevado e que, após uma intervenção cirúrgica – como a bariátrica, por exemplo – os níveis de colesterol caem e, por consequência, o paciente pode não precisar mais fazer uso de medicamento. "Em geral, não há cura, mas temos ótimas ferramentas para controle, que envolvem, principalmente, a mudança de um estilo de vida e, em alguns casos, o uso de fármacos", releva Dr. Fernando.

 

A certeza da posse de taxas de colesterol saudáveis só existe mediante o acompanhamento médico e monitoramento constante. Conte com a excelente equipe de cardiologia do hvc para realizar consultas preventivas, exames e tratamentos. Ligue (31) 3337-1000 ou acesse hvc.com.br.

 

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