Hospital Vera Cruz - Cirurgia Buco-Maxilo-Facial: saiba o que é e em quais casos realizá-la

Cirurgia Buco-Maxilo-Facial: saiba o que é e em quais casos realizá-la

22 Aug - Saúde

Você já deve ter ouvido falar sobre fraturas no rosto, visto alguém com queixo proeminente ou com certa alteração na arcada dentária. Pessoas que, por algum motivo, sofreram mudanças morfológicas negativas na face, recorrem à médicos especializados em estrutura facial: os cirurgiões buco-maxilo-faciais.

 

A Cirurgia Buco-Maxilo-Facial é uma especialidade odontológica e sua área de atuação compreende os traumas e fraturas dos ossos da face, patologias e tumores dos maxilares, alterações congênitas de crescimento facial (deformidades do crânio), doenças da Articulação Têmporo Mandibular (ATM), entre outras.

 

Segundo o Dr. Sebastião Cristian Bueno, a necessidade cirúrgica decorrente de trauma ou patologias – lesões tumorais – deve ser abordada o mais rápido possível, assim que confirmado o seu diagnóstico.

 

As fraturas faciais são decorrentes de fatores como acidentes de trânsito, queda de bicicleta, agressões físicas, acidentes esportivos, etc. Na população da terceira idade, a principal causa são as quedas, o que direciona atenção à adequação das instalações domiciliares para este grupo - uso de corrimão, iluminação adequada do ambiente, evitar tapetes e móveis que dificulte o deslocamento, uso de sandálias amarradas em vez de chinelos, entre outros.

 

Nos casos de patologias e tumores dos maxilares, o especialista relata que grande parte destas doenças estão relacionadas à permanência de dentes inclusos que foram negligenciados pelo corpo, por isso, atenta para a necessidade de um correto diagnóstico e indicação da remoção dos dentes, mesmo quando o paciente não apresentar dores. “Dentes impactados dentro dos ossos maxilares, podem desenvolver lesões tumorais que, mesmo sendo benignas, podem necessitar de cirurgias agressivas e mutilantes, dependendo do tamanho da lesão”, afirma o profissional.

 

A cirurgia para correção de anomalias do crescimento dos ossos faciais, realizados por meio das cirurgias ortognáticas, são indicadas para pacientes com alterações do esqueleto da face e da mordida, não passíveis de resolução apenas com tratamento ortodôntico. Exemplos deste tipo de alteração são pessoas que possuem a mandíbula protraída ou retraída (possuem o queixo muito grande ou muito pequeno), causando restrições na qualidade da mastigação, fala, deglutição, além de transtornos psicológicos devido a forma caricata como são enxergados pela sociedade. Apesar dos benefícios estéticos, a cirurgia ortognática é uma cirurgia funcional (indicada por necessidade de saúde), portanto tem sua cobertura obrigatória pelos operadores de saúde.

 

Salvo em condições atípicas, as cirurgias ortognáticas são realizadas após o fim a fase de crescimento ósseo, ou seja, após a puberdade, em mulheres por volta dos 17 anos e nos homens aos 18.

 

A procura pela cirurgia ortognática aumentou consideravelmente nos últimos anos. Dentre os motivos podem-se destacar o maior acesso à informação e maior indicação dos ortodontistas, já que este procedimento passou por evoluções tecnológicas que o tornaram mais acessível, oferecendo menor risco de complicações clínicas aos pacientes.

 

A cirurgia ortognática necessita de um tratamento ortodôntico prévio, por isso a importância de um planejamento conjunto entre o Cirurgião Buco-Maxilo-Facial e o Ortodontista. O tempo de preparo é variável e depende da complexidade do caso, sendo, usualmente, dois anos de duração.

 

Tecnologia e planejamento

Nos últimos anos, o desenvolvimento de novas tecnologias tornou a cirurgia ortognática mais prática e rápida. Segundo o Dr. Sebastião, o desenvolvimento de softwares de planejamento cirúrgico permitiu a simulação virtual 3D do procedimento trazendo maior previsibilidade e confiança ao cirurgião durante o ato cirúrgico. Desta maneira, é possível a visualização de toda movimentação do esqueleto facial e a confecção de um guia cirúrgico através de impressoras tridimensionais.

 

Ainda segundo o profissional, os sistemas de fixação das fraturas com placas e parafusos de titânio viabilizaram maior conforto ao paciente. “Antes do uso das placas e parafusos para fixação óssea, os pacientes submetidos à cirurgia ortognática necessitavam permanecer com os dentes amarrados por uma média de 30 dias. Atualmente, nossos pacientes tem o conforto de se recuperarem sem essa amarração”, afirma.   

 

Recuperação

A recuperação da cirurgia ortognática é delicada, portanto, varia de acordo com cada paciente e tipo de cirurgia realizada. A dor pós-operatória é facilmente controlável com uso de medicação.  Geralmente o incômodo é causado pelo inchaço da área obstruída, dificuldade de deglutição, obstrução nasal e vômito, principalmente na primeira noite da cirurgia. “É importante que o paciente seja orientado e esclarecido das possíveis reações pós-operatórias para não trazer preocupação tanto ao paciente quanto ao acompanhante. Tudo isso é fundamental para que a recuperação seja o menos desconfortável possível”, afirmou Dr. Bueno.

 

Em relação à alimentação, é necessário um mês de dieta líquida e pastosa, utilizando alimentos ricos em vitaminas e carboidratos, além de muita ingestão de líquidos. Uma avaliação nutricional após o procedimento também é bem-vinda. 

 

Se você apresenta alguma das alterações faciais expostas acima, agende uma consulta no HVC.

Agendamento de consultas e exames: (31) 3337-1000 ou no nosso site.

 

 

 

 

 

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