Hospital Vera Cruz - Cefaleias – conheça os diferentes tipos, causas e tratamentos

Cefaleias – conheça os diferentes tipos, causas e tratamentos

18 Sep - Saúde

Quem nunca sentiu aquela dorzinha de cabeça antes de uma prova, após uma noite mal dormida ou um dia cheio no trabalho? 

 

Esses incômodos são chamados de cefaleias, estão dentro do mesmo grupo de doenças das dores faciais, e possuem caráteres distintos entre si. De acordo com o Dr. Drusus Pérez, coordenador do Núcleo de Neurologia do HVC, existem alguns grandes grupos de cefaleias, as agudas, crônicas, primárias e secundárias, que se subdividem em cerca de 200 formas diferentes.

 

Tipos de Cefaleias

A cefaleia aguda caracteriza-se por uma dor intensa, aparecendo em situações esporádicas. Ela pode ser por estresse ou, ocasionalmente, estar vinculada à doenças graves como aneurisma – situação em que o indivíduo, de repente, sente uma dor muito forte causada pela ruptura do mesmo.

 

Já a cefaleia crônica se manifesta em forma de crises constantes, mas não necessariamente todos os dias. Segundo estudos realizados pela OMS, no Brasil, em 2017, 13 milhões de pessoas apresentam algum tipo de cefaleia durante 15 dias ou mais por mês. Este problema é o que geralmente demanda uma consulta ambulatorial. O indivíduo pode apresentar dores de cabeça tão fortes que precisam ser levados ao pronto atendimento para receber auxílio.

 

Os casos mais comuns entre os brasileiros são os de cefaleias agudas, sendo a enxaqueca e a cefaleia tensional as principais. Ainda de acordo com as pesquisas realizadas, cerca de 31 milhões de pessoas são atingidas por enxaqueca durante a vida. Para indivíduos que apresentam crises raras, uma ou duas vezes ao ano, não há risco algum à saúde e bem-estar de maneira geral. Ao mesmo tempo, existem pessoas que necessitam de tratamento, pois as dores tornam-se recorrentes. A faixa etária em que as crises se tornam mais frequentes é a partir da adolescência, se apresentando até os 45 anos, aproximadamente. O histórico familiar é determinante para que o desenvolvimento de dores ocorra de modo mais intenso. Excesso de dores de cabeça em pessoas acima de 50 anos são poucos comuns e pedem investigação adicional.

 

Segundo Dr. Drusus, apesar de alguns raros tipos de cefaleias serem mais comuns em homens, as cefaleias são muito mais comuns em mulheres, devido à flutuação hormonal, que é muito maior no organismo feminino. “Em relação à enxaqueca, que é o que mais acomete a população, as mulheres em idade fértil sofrem com incidência muito maior do que as mulheres que já entraram na menopausa”, afirma.

 

Nas cefaleias primárias o paciente apresenta apenas a dor de cabeça, seja fraca ou forte. Como exemplos temos a enxaqueca, causada por fator genético, estresse ou até mesmo por fotofobia, fonofobia e osmofobia (sensibilidade à luz, ao som e ao cheiro, respectivamente); a cefaleia tensional (causada por estresse) e a cefaleia de Cluster, que é a dor de cabeça intensa intermediada por longos momentos de alívio, mas que as crises podem perdurar por semanas. Entretanto, como estas cefaleias são de ordem primária, por mais que se realize exames e testes, os resultados serão sempre normais.

 

Por outro lado, há também a cefaleia secundária. Neste modo, há alguma patologia oculta que se manifesta inicialmente por meio de dores de cabeça. Existem uma gama de doenças graves que podem provoca-las, entre elas um aneurisma roto, um hematoma intracraniano, meningite e outras. Uma dica para saber se a dor de cabeça está ou não acompanhada por uma doença grave, principalmente para pessoas que lidam com a cefaleia crônica, é uma dor muito intensa, nunca sentida antes e de longa duração.

 

De acordo com o neurologista, geralmente o diagnóstico na cefaleia não precisa de exame complementar pois apenas pelo modo em que se descreve os sintomas já é possível para saber o que é. “Quando o indivíduo possui apenas dor de cabeça, a dica mais pertinente é que seja primária. Caso ela venha acompanhada de outros sintomas, é secundária. Entretanto, há exceções. Uma enxaqueca, que é uma cefaleia primária, é somente esta doença, e é muito comum vir acompanhada de vômito e fotofobia”, explica.

 

O imprescindível para evitar crises de cefaleias é não realizar jejum prolongado, tendo como ideal a ingestão de algum alimento a cada três horas. No entanto, abusar de alguns alimentos também pode gerar consequências. De acordo com o neurologista do HVC, produtos que, comprovadamente, deflagram as dores são o vinho tinto, o queijo curado e carnes condimentadas, como presuntos e salames.

 

Tratamento

Para casos de cefaleia secundária, naturalmente, o tratamento vai ser cuidar da causa, ou seja, patologia que está por trás da dor. Portanto, será necessário realizar exames e aplicar a medicação ou procedimento adequado para a situação específica.

 

Nas cefaleias primárias existem vários tipos de tratamentos de acordo com a dor sentida. Para as que são provocadas por estresse, na maioria das vezes é recomendado que o paciente pratique atividades que proporcionem prazer e a ajudem a dissipar a tensão de maneira mais eficiente. “Dançar, realizar exercícios físicos e assistir algum filme podem ser boas opções. Além disso, há outros dois tipos de tratamentos que exigem o uso de fármacos: o agudo, com remédios de alívio para dores de cabeça com ação imediata e o preventivo, também com o uso de fármacos específicos para o tipo específico de cefaleia já identificada por diagnóstico”, relata Dr. Drusus.

 

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