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ATIVIDADE FÍSICA: QUAL A FREQUÊNCIA IDEAL?

18/09/2017

O culto ao corpo iniciado nos anos 80 deixou de ser meramente estético e de representar status social, para se tornar essencial a boa saúde e a longevidade. A consciência corporal se iniciou com a busca por uma alimentação mais saudável, em conjunto com atividades físicas que possam amenizar os altos níveis de doenças geradas pela vida moderna.  

O estresse, o sedentarismo e os alimentos de fast food são os principais motivadores para o altíssimo desenvolvimento de doenças cardiovasculares, principal motivo de mortes no Brasil. Porém, essa grande procura por academias e centros esportivos também trouxe excessos e muita gente ainda não sabe qual a frequência ideal para atividades físicas para que elas permaneçam sendo mais saudáveis.

Em busca do equilíbrio

A identificação do que é pouco, equilibrado ou excessivo nas atividades físicas depende muito da estrutura de cada organismo, sua rotina e de que tipo de exercício está sendo realizado. Um corpo acostumado a exercer atividades físicas em sua rotina tem capacidade de apresentar melhoras crescentes em seu rendimento, com menos riscos à saúde. Ao contrário, quando o sedentário inicia essas atividades, ele precisa ter um tempo de adaptação para não prejudicar a saúde.

A dose certa de exercícios está no equilíbrio entre o mais que nossa capacidade e menos que nossa intenção. Mas como as atividades físicas não vêm com instruções de uso, é preciso um acompanhamento profissional para que seja avaliada a capacitação corporal para o que foi escolhido e como o corpo vem reagindo a ela.

É fato que quando se força muito para realizar um tipo de exercício, podem surgir lesões que já apontam que algo não está sendo feito de forma correta. A síndrome, como é conhecido o exagero de exercícios físicos, surge quando uma pessoa treina sem parar, acreditando que com isso terá resultados mais rápidos e melhores, mas não só isso não acontece como também pode estar causando outros males.

Fora as lesões ocasionais, o corpo começa a reagir aos excessos de treinamento e apresentar mudanças no organismo, através da produção maior de hormônios e de um distúrbio nos batimentos cardíacos que acabam o acelerando mesmo quando não há nenhum movimento. O excesso de exercícios também pode proporcionar um sangue mais espesso e por isso, com maior possibilidade de gerar um infarto do miocárdio ou AVC. As defesas do organismo também diminuem e o corpo fica mais acessível a doenças e infecções.

Como chegar ao ritmo certo

As pesquisas são claras em apontar que pessoas que nunca se exercitaram têm muito mais chances de morrer prematuramente. Já os que fazem algum exercício, mesmo que em menor escala, representam uma porcentagem cada vez menor de apresentar alguma fatalidade.

Mas quando os exercícios físicos começam a demonstrar seus efeitos, inclusive hormonais e com positivas alterações de humor, estimula a vontade de aumentar a carga cada vez mais, ao ponto de se tornar uma compulsão.

O “vício” de atividades físicas é muito mais comum do que se imagina e as academias estão sempre abarrotadas por frequentadores que não perde uma chance de aumentar suas séries e ficar mais um pouco nos aparelhos.

Em casos mais graves, quando mesmo diante das consequências causadas pelos excessos, a pessoa não consegue diminuir o ritmo, o indicado pelos especialistas é simplesmente parar tudo para recomeçar de novo e reformular a forma de encarar os exercícios.

O corpo precisa descansar, para recuperar suas energias e ser ainda mais produtivo. Mas para isso, é preciso ter consciência sobre os seus limites e se permitir ao descanso e ao prazer da vida.

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