Hospital Vera Cruz - Asma: causas, sintomas, tratamento e impacto na qualidade de vida

Asma: causas, sintomas, tratamento e impacto na qualidade de vida

21 Jun - Saúde


A asma afeta grande parte da população global. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), mais de 290 milhões de pessoas em todo o mundo sofrem com esta enfermidade, sendo que 250 mil morrem pela doença anualmente. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), só no brasil, estima-se que existam aproximadamente 20 milhões de pessoas com a doença.

Muitas vezes, a asma pode apresentar sintomas similares a outras enfermidades, por isso, é importante conhecer a doença: o que é, quais os tipos e estágios, sintomas, causas, fatores de risco e qual o seu impacto na qualidade de vida do paciente. 
 

O que é a asma?

De acordo com o pneumologista Bruno Horta Andrade, coordenador do HVC Instituto do Pulmão, a asma é uma doença inflamatória crônica que afeta as vias respiratórias fazendo com que o indivíduo tenha dificuldade para respirar. “A asma é caraterizada por uma inflamação nos brônquios e bronquíolos que ocorre em indivíduos susceptíveis e se manifesta como falta de ar, tosse, sensação de aperto no peito ou chiado, quando expostos a irritantes sendo bem reconhecidos o cheiro forte, o mofo, o frio, a poeira, entre outros”, explica Bruno. Esses sintomas frequentemente pioram no período noturno ou ao caminhar e podem ainda ocorrer ou piorar em vigência de períodos de gripe e, por isso, há a orientação de vacinação contra a influenza aos pacientes portadores de asma de qualquer idade.

O processo inflamatório provoca diminuição da luz dos brônquios por contração da musculatura lisa que o compõe – ou seja, ocorre a diminuição da passagem do ar nas vias aéreas, o que causa a obstrução destas. Este processo também leva a formação de muco e secreção e, a longo prazo, termina por provocar o remodelamento com deformação irreversível de brônquios e bronquíolos.  

Manifestações e causas da asma 

A asma pode se manifestar nas mais diversas situações diárias. Eventualidades como baixas temperaturas, contato com animais, odores fortes e stress são fatores bastante comuns. Há também a prática de exercícios físicos – quando a doença é provocada pelo esforço na prática de atividades esportivas – e em ambientes laborais, ocasionada em função da inalação de poeiras, fumos, vapores industriais ou substâncias tóxicas no local de trabalho. 

Segundo o Ministério da Saúde, fatores hereditários e ambientais podem gerar ou agravar a doença. Entre os aspectos ambientais, podemos destacar a exposição à poeira, aos fungos, aos ácaros e às infecções virais.
 

Pacientes afetados pela asma sofrem a exacerbação aguda, conhecida popularmente como “ataque” ou “crise” de asma. Esta é condição que leva muitos asmáticos a procurar atendimento médico em unidades de urgência.

De acordo com Bruno, um bom controle da asma pode prevenir e também evitar muitas idas a unidade de atendimento de urgência. No consultório a asma pode ser classificada em diferentes graus de gravidade. Habitualmente podem ser entendidos como leves, moderados ou graves. “Avaliamos uma série de aspectos como a tolerância ao exercício, os medicamentos utilizados, o número de hospitalizações, entre outros pontos para classificar a gravidade de cada caso”, explica o pneumologista. Com essa classificação os tratamentos podem ser individualizados e ajustados para cada condição. 

Nos quadros leves, os sintomas ocorrem em até dois dias da semana e, em quadros de melhora, um ou dois dias mensais, com maior prevalência nos períodos de inverno. Nestas situações, os pacientes usualmente conseguem recuperar de modo espontâneo a respiração.
 

Quando a doença se apresenta em grau moderado, os pacientes geralmente apresentam sintomas diários, com maior intensidade no período noturno. Em situações de maior gravidade, as crises se tornam mais frequentes, por vezes contínuas e persistentes ao longo do dia, prejudicando atividades cotidianas no trabalho, na escola ou em casa. Nesses dois últimos casos, a necessidade de cuidados hospitalares torna-se cada vez mais frequente. 

Sintomas:

  • Falta de ar.
  • Tosse, sobretudo durante à noite e pela manhã.
  • Chiado no peito.
  • Respiração rápida e curta.
  • Desconforto ao respirar.

Os sintomas da asma são similares a outras enfermidades, como aos da bronquite, por exemplo. Por isso, para um diagnóstico adequado, é recomendado procurar um pneumologista.  

Fatores de risco  

Os fatores de risco da asma são aqueles que pioram ou dificultam o controle da doença.  Ou seja, ao conhecê-los é possível se prevenir tomando algumas medidas e evitando: 

  • Exposição a animais de pelo, sobretudo cães, gatos e até mesmo brinquedos de pelúcia.
  • Infecções virais como aquelas causadas por gripe ou resfriado.
  • Exposição aos fungos e ácaros.
  • Contato com fumaça de tabaco (cigarro, cachimbo, narguilé).
  • Exposição à poluição ambiental e odores intensos.
  • Exposição às variações climáticas, sobretudo o frio.
  • Contato com pólen.
     

O pneumologista Bruno Horta Andrade alerta ainda que “pacientes com suspeita de asma devem ser avaliados e acompanhados por um profissional especializado, garantindo assim controle de sintomas e evitando prejuízos futuros da saúde respiratória”. 

Impacto da Asma na Qualidade de Vida das Pessoas

Em geral, a maioria das pessoas que possuem asma têm uma boa qualidade de vida após estabilização da doença. Para tanto, os médicos pneumologistas recomendam seguir algumas regras básicas, como:

  • Evitar o contato com os fatores de risco.
  • Fazer uso diário dos medicamentos prescritos pelo médico para o devido tratamento.
  • Consultar regularmente o pneumologista, considerando que a asma não tem cura, mas pode ser controlada. 

A prática de exercícios físicos tais como caminhada, musculação, corrida, ciclismo, natação, entre outros, também é recomendada. Estudos demonstram que o treinamento físico melhora a aptidão cardiopulmonar e efeitos positivos para a qualidade de vida relacionada à saúde. Assim, aqueles pacientes que apresentam asma estável não devem ter medo do agravamento dos sintomas da asma, mas ao contrário, devem ser incentivados a realizar exercícios físicos regulares com a certeza de que essa prática auxiliará no controle da doença.
 

Se você apresenta alguns dos sintomas descritos acima agende uma consulta no HVC Instituto do Pulmão e conte com uma equipe de pneumologistas altamente qualificada para te atender. 

 

HVC Instituto do Pulmão

Rua dos Aimorés, 3000, 4º andar - Barro Preto - Belo Horizonte – MG.

Agendamento de consultas e exames: (31) 3337-1000.

Mais informações: (31) 3290-1877.

 

Assuntos