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ALIMENTAÇÃO VEGANA: COMO ADAPTAR?

22/09/2017

Diferente do vegetariano, que foca sua alimentação em vegetais, mas permite a inserção de derivados do leite, por exemplo, o veganismo é mais radical e abole de seu cardápio qualquer alimento que tenha procedência animal. Naturalmente isso inclui as carnes vermelhas e brancas, mas também queijos, iogurtes, manteigas, ovos e mel, dentre outros alimentos.

Mesmo sendo uma alimentação mais rica em nutrientes e aparentemente mais saudável, é preciso o acompanhamento de um nutricionista para realizar a transição da dieta que incluía proteínas animais, para outra que precisa substituir os nutrientes para que não haja nenhum déficit no organismo.


Veganismo: um estilo de vida

Muito além de uma ação em prol da sobrevivência, a alimentação é um estilo de vida. Nossas escolhas pessoais e conceitos sobre a vida e o mundo estão presentes em nossa rotina alimentar, que acabam gerando consequências benéficas ou maléficas a nossa saúde.

A alimentação vegana faz parte de um conceito de integração com o meio ambiente, procurando não ingerir de forma alguma, qualquer tipo de alimento que tenha se submetido a confinamentos, maus tratos e dor.

A alimentação mais colorida e viva, longe de produtos industrializados e que prima pelo consumo de vegetais orgânicos, tem causando muita discussão e um forte impacto a sociedade. Seu crescimento já começa a refletir na pecuária e a Organização Mundial da Saúde engrossou o debate ao incluir o bacon e embutidos no mesmo roll que o cigarro, de produtos maléficos a saúde.

O veganismo surgiu no auge do sucesso dos fast foods e também junto com as descobertas de quanto eles eram prejudiciais para a saúde. Ao ponto de o índice de pessoas obesas, incluindo crianças, passar a ser considerado como epidemia e doenças cardiovasculares matarem mais do que qualquer outra no mundo. E boa parte da causa dessa elevação é pela má alimentação.


Como começar a ser vegano, sem traumas

Mesmo acreditando na causa, não é qualquer pessoa que se sente apta a cortar carnes e derivados de sua alimentação. O desafio é grande, inclusive unindo todos os esforços para que a comida se mantenha interessante e saborosa diariamente, sem cair na rotina e nos sabores insossos.

E quando muita gente procura ajuda médica acaba encontrando médicos despreparados para orientar adequadamente o paciente em sua fase de adaptação. Muitos não veem com bons olhos essa troca de alimentação e não conseguem dar as orientações adequadas.

Antes de qualquer coisa não tente substituir as carnes comendo somente saladas. E nem acredite que comer muito queijo ou massa pode proporcionar as calorias que havia nos alimentos cortados. As carnes são melhor substituídas por feijões, ervilha, lentilha  e grão de bico, que apresentam um tipo de caloria mais saudável e rico em nutrientes como o ferro e zinco.

Quando se pensa em cortar carnes do menu, logo se acredita que não haverá mais ingestão de proteínas e que isso poderá causar problemas ao organismo no futuro. Na verdade, o próprio feijão oferece a proteína necessária diária, sem nenhum dano.

Não há restrição para se tornar vegano. Ao contrário, há muita gente que tem alergias ao ovo, leite e seus derivados, que acabam optando por esse tipo de alimentação para não ter reações físicas.

Como ser vegano é mais do que uma escolha de tipo de comida; é muito importante se informar sobre isso. O veganismo não é senso comum e o mercado está abarrotado de produtos industrializados e com carne e derivados como base. Culturalmente, foi passado de geração para geração que a carne é fundamental para uma boa alimentação, o que faz com que muita gente nem se imagine cortá-la do cardápio.

No começo, procure o apoio de amigos veganos, para ter estimulo para continuar com suas escolhas. Eles também serão perfeitos para orientar, tirar dúvidas e trocar receitas.

 

 

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